segunda-feira, 16 de abril de 2012

Estudante do RJ vai para Harvard e quer trabalhar com educação pública !!


Estudante do RJ vai para Harvard e



 

quer trabalhar com educação pública



No total, três brasileiros foram aceitos na instituição americana.
Filho de professor, João Henrique Vogel foi bolsista na rede particular.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
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João Henrique Vogel, de 18 anos, vai deixar a Zona Oeste do Rio de Janeiro para estudar em Harvard (Foto: Arquivo pessoal)João Henrique Vogel, de 18 anos, vai deixar a Zona Oeste do Rio de Janeiro para estudar em Harvard, nos EUA (Foto: Arquivo pessoal)
Mais um brasileiro foi admitido pela conceituada Universidade Harvard, nos Estados Unidos. João Henrique de Aquino Vogel, de 18 anos, morador do Rio de Janeiro, dispensou vagas em importantes instituições brasileiras, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Militar de Engenharia (IME), e disse 'sim' a Harvard, onde obteve bolsa de estudo integral. Nos Estados Unidos, João Henrique também foi aceito pela Universidade Duke. O resultado oficial foi divulgado em 29 de março.
Outros dois estudantes do Brasil, Tábata Amaral, de 18 anos, e Gustavo Haddad Braga, de 17 anos, ambos de São Paulo, também foram aceitos em Harvard. A seleção é feita pelo Scholastic Assessment Test (SAT, Teste de Avaliação Escolar), uma espécie de "Enem americano", que também é aplicado no Brasil aos interessados em disputar vagas nos Estados Unidos. Para ser admitido também é necessário fazer o teste de proficiência em inglês, o Toefl (Test of English as a Foreign Language).

Filho de um professor nascido na Espanha e de uma dona de casa, o estudante atribui o sucesso ao apoio da família e da escola, o Sistema Elite de Ensino. "Sempre tive bolsa de estudo, porque meu pai é professor. Ele está no Brasil há 20 anos e quis ser professor para garantir um bom estudo para mim. Se minha família tivesse de pagar, não teria condições."
Nas provas do SAT, uma de conhecimentos em ciências e outra de inglês, João Henrique fez 2.240 e 1.970 pontos (o total era 2.400 em cada). No Toefl, o estudante garantiu nota 104, quando o máximo era 120.
O estudante concluiu os ensinos fundamental e médio em escolas da rede particular como bolsista. No ensino médio, descobriu o mundo das olimpíadas e garantiu seis prêmios: bronze e prata na Olimpíada Estadual de Química em anos diferentes; ouro na Olimpíada Nacional de Astronomia e três menções honrosas.
Não há limite para nada, podemos chegar onde quisermos se tivermos dedicação. Queria fazer engenharia no IME ou no ITA, mas depois comecei a olhar para as melhores universidades do mundo. Com trabalho e esforço é possível"
João Henrique Vogel, de 18 anos,
aceito em Harvard
Solidariedade
Em Harvard, João Henrique pretende estudar física e economia, e ainda tem dúvidas sobre ciências da computação. Fã de física, ele quer se dedicar à área mais como hobby. Com economia o plano é desenvolver o lado das ciências humanas. "Meu pai é envolvido com causas sociais e percebi que quero trabalhar com pessoas, mudar vidas. Depois de formado quero voltar para o Brasil e atuar em educação pública, melhorar o sistema."
Em 2010, João Henrique coordenou uma campanha em sua escola para arrecadar alimentos, roupas e itens de higiene para um abrigo do Rio de Janeiro. Também reverteu o ingresso para entrada dos jogos esportivos do colégio em alimentos. No Natal, os alunos apadrinharam cada criança abrigada e doaram kits com brinquedo e roupa.
Depois de concluir o ensino médio no fim do ano passado, João Henrique tornou-se voluntário do Sistema Elite. O jovem ajuda a realizar um trabalho de preparação e orientação aos alunos que querem estudar nos Estados Unidos. Para ele, o suporte emocional - e financeiro, para aplicação das provas - foi fundamental, por isso é necessário retribuir.
"Não há limite para nada, podemos chegar onde quisermos se tivermos dedicação. Queria fazer engenharia no IME ou no ITA, mas depois comecei a olhar para as melhores universidades do mundo. Com trabalho e esforço é possível", diz.
Para João Henrique, a alegria agora é a mesma de ter acertado as dezenas premiadas da loteria. "Me sinto como se tivesse ganhado na Mega-Sena. A diferença é que loteria é sorte. Estou realizado acadêmica e profissionalmente pelo resto da minha vida. Minha mãe chora, meu pai conta para todo mundo. A saudade? Vou saber em agosto [quando deve viajar], por enquanto é só alegria."

Extraído do G1.COM

quarta-feira, 21 de março de 2012

Campeão de olimpíadas, estudante de 17 anos do Ceará é aceito no MIT

Menino de 17 anos é admitido na 

MIT !


Jovem vai estudar em uma das universidades mais conceituadas do mundo.
Estudante quer se formar nos EUA e voltar para contribuir com seu estado.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
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João Lucas Camelo Sá participa de olimpíadas de matemática desde os 12; nem sabe qual o número de prêmios conquistados (Foto: Arquivo pessoal)João Lucas Camelo Sá participa de olimpíadas de matemática desde os 12; nem sabe qual o número de prêmios conquistados (Foto: Arquivo pessoal)
Às 20h28 desta quarta-feira (14), João Lucas Camelo Sá, de 17 anos, acessou a internet na sua casa em Fortaleza (CE) e descobriu que sua vida iria mudar completamente: ele foi aprovado na seleção do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Localizado em Massachusetts, nos Estados Unidos, o MIT é umas das universidades mais conceituadas do mundo: referência em ensino e pesquisa em tecnologia, ficou em segundo lugar no ranking mundial em reputação da Times Higher Education, atrás apenas da Universidade de Harvard.

Para ser selecionado no MIT é necessário fazer um exame chamado de Scholastic Assessment Test (SAT, Teste de Avaliação Escolar), uma espécie de 'Enem americano,' que também é aplicado no Brasil aos interessados em disputar vagas nos Estados Unidos. Sá conta que fez as provas específicas de matemática e química e gabaritou com 800 pontos, a nota máxima. Também foi necessário fazer o teste de proficiência em inglês, o Toefl (Test of English as a Foreign Language). Do total de 120 pontos, o jovem fez 113.
A data e o horário em que João Lucas viu a aprovação foram estipulados pela instituição para que os candidatos verificassem o resultado da seleção por meio de uma senha. "Eu estava desanimado, comecei a pensar no pior, mas quando vi que passei, saí correndo, subi e desci as escadas umas dez vezes. Meus pais tomaram um susto", diz João Lucas.
Apesar do bom desempenho no processo seletivo, o estudante tinha dúvidas se seria aceito.  "Muita gente boa aplica para o MIT, passar lá é algo extraordinário. Não tinha como ter certeza", afirma.
João na Romênia onde conquistou prêmio inédito para o Brasil (Foto: Arquivo pessoal)João Lucas na Romênia onde conquistou prêmio
inédito para o Brasil (Foto: Arquivo pessoal)
Fera em matemática, João Lucas ainda não sabe qual curso vai optar no MIT. A universidade permite que o estudante defina a graduação em até dois anos. Até lá, o jovem quer explorar áreas como computação e economia. E ao concluir os quatro anos de estudo já sabe seu destino: voltar para Fortaleza. "Estudar fora do país vai ser importante para o currículo, mas quero voltar e contribuir para minha cidade, fazer algo significativo para meu estado. Não penso em morar nos Estados Unidos, não teria sentido."
Campeão olímpico
A vontade de estudar no exterior começou quando João Lucas passou a conviver no universo das olimpíadas estudantis. A maioria das universidades americanas valoriza alunos com histórico de participação nessas competições.
Quando tinha uns 10 anos, o estudante foi convidado pelo colégio Ari de Sá, em Fortaleza, onde concluiu o ensino fundamental e médio, para participar de uma oficina de matemática. "As aulas eram legais porque eram mais difíceis, mais desafiadoras do que as da sala de aula. Mas nessa época nem tinha intuito de competir", afirma.
O 'supercampeão' nem sabe dizer quantas medalhas já conquistou ao longo da carreira que começou aos 12 anos. Foi medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática; prata na Olimpíada Internacional de Matemática, na Holanda; prata na Romênia Master (prêmio inédito para o Brasil) e ouro na Olimpíada de Matemática do Cone Sul neste ano, entre outras premiações.
Gosto do calor, do céu azul, de acordar com o dia ensolarado. Quando viajava para lugares frios para participar das olimpíadas, voltava e pensava: que sorte eu tenho de morar aqui!""
João Lucas Camelo Sá, de 17 anos
Apesar de tantos títulos, João Lucas conta que a mais importante conquista não veio em forma de medalha. "Alguns dos meus melhores amigos eu fiz nas olimpíadas. Acontecia de nos encontrarmos nas viagens. Alguns já estudam fora do país e me ajudaram com dicas."
'Não precisa ser gênio'
João Lucas sempre foi bom aluno, costumava assistir às aulas regulares de manhã e passar as tardes na biblioteca da escola. Às vezes, durante as noites, tinha aulas focadas para as olimpíadas ou ia se distrair na casa de algum amigo. O estudante dispensa o título de gênio e diz que qualquer bom aluno consegue fazer o SAT tranquilamente. "Não precisa ser gênio das olimpíadas para ir bem. Tirei 800 e não sou bom em química, não tem muito segredo. Minha rotina nunca foi diferente da maioria das pessoas. Na sala de aula era visto como qualquer um."
A mãe de João Lucas, a assistente social Francisca Rosa Camelo Sá, de 54 anos, agora mescla o orgulho de ver o sucesso do filho com a angústia de saber que o caçula de três filhos vai se mudar do país. "Ele é muito determinado, no fundo sabia que ia dar certo. Mas agora vem a sensação do ninho se esvaziando e ao mesmo tempo saber que nossa missão está sendo cumprida. É muito orgulho."
Além da falta dos pais, das duas irmãs e dos amigos e parentes do Ceará, João Lucas diz que vai sentir muitas saudades do clima do nordeste brasileiro. "Gosto do calor, do céu azul, de acordar com o dia ensolarado. Quando viajava para lugares frios para participar das olimpíadas, voltava e pensava: que sorte eu tenho de morar aqui!"

Fonte:G1.COM.BR

domingo, 11 de março de 2012

Steve Jobs mudou a história da computação pessoal

Steve Jobs mudou a história da computação pessoal,diz colunistas





Steve Jobs levou os primeiros computadores para a casa das pessoas.

Cofundador da Apple transformou aparelhos que já existiam no mercado.

Ronaldo PrassEspecial para o G1*
Apple I (Foto: Ed Uthman/Creative Commons)Apple I foi o primeiro computador pessoal
produzido pela Apple e apresentado em 1976
(Foto: Ed Uthman/Creative Commons)
Hoje, o computador pessoal é um equipamento indispensável e faz parte da rotina de milhares de pessoas mundo a fora. Mas houve uma época em que ter um computador em casa era impensável, talvez os mais aficionados pelas histórias em quadrinhos ou seriados de ficção científica pudessem querer um computador em casa.

Porém, em geral, o mundo não via muito sentido nisso. Afinal, quem iria querer possuir um computador em casa? Eis que entra em cena um visionário com a ideia de criar computadores pessoais. Com o legítimo espírito empreendedor, em parceria com um colega de faculdade, surgiu a pareceria que iria mudar a história da indústria da tecnologia da informação.
Steve Jobs na campanha de divulgação do Macintosh (Foto: Divulgação)Steve Jobs na campanha de divulgação
do Macintosh (Foto: Divulgação)
Steve Jobs é descrito como visionário, criativo, carismático, genial e perfeccionista, características apontadas por especialistas em tecnologia, marketing e design como determinantes na consolidação da marca mais valiosa do mundo. Muitos afirmam que ele era apenas um cara bom de marketing. Eu estou entre aqueles que pensam que Jobs foi o melhor que já existiu. Mas é defeito saber vender o “próprio peixe”? Não tenho dúvidas de que a biografia de Steve Jobs será dissecada durante décadas por estudantes de design, publicidade, informática, administração.

Os produtos Apple não se resumem à publicidade. Neles foi empregada a genialidade criativa e o perfeccionismo exacerbado de quem não se contentava com menos do que a perfeição. Afinal, não bastava fazer apresentações antológicas nas apresentações de lançamento de novos produtos se depois eles não correspondessem à expectativa criada pelo público.
Steve Jobs faz sua última apresentação como executivo-chefe da Apple, em junho de 2011 (Foto: Beck Diefenbach/Reuters)Jobs em uma das suas últimas apresentações
como executivo-chefe da Apple, em junho de 2011
(Foto: Beck Diefenbach/Reuters)
Ousado, Jobs trabalhava com o conceito de que “as pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas”. Com esse pensamento, ditou a forma como o mundo se relaciona com a tecnologia. Planejar a experiência do consumir desde o momento em ele retira o produto da embalagem até efetivamente 'se divertir' com o brinquedo novo, é ter a sensibilidade e a capacidade de fidelizar o seu público. E isso o Steve Jobs sabia fazer como ninguém.

Tocadores de MP3 já existiam, mas foi pensando na praticidade que surgiu o iPod. Smarphones com tela sensível ao toque não eram novidade, mas com a simplicidade do iPhone o mercado de dispositivos móveis passou a rever conceitos. Com os tablets, a história se repetiu. As pranchetas eletrônicas já existiam, mas as pessoas não viam sentido nelas. Até que Steve Jobs reformulou um dispositivo que estava desacreditado, investindo num produto falido. Quem cometeria um desatino desses? Somente alguém que jamais desistiu de um sonho, digamos, ousado: mudar o mundo.
O sucesso do iPad teria sido sorte? Não acredito. Trata-se do resultado de alguém que não tem medo de inovar e concretiza ideias, mescla arte com a tecnologia. Talvez aí esteja a explicação de tanta admiração por um empresário. Jobs foi um empresário que tem fãs, macmaníacos que estão se unindo em romarias a lojas da Apple para prestar homenagens. Quantos outros produtos na história foram capazes de apaixonar consumidores fieis, mesmo que seja a marca mais cara da categoria?
Steve Jobs discursando para alunos formandos na Universidade de Stanford (Foto: Reprodução)Steve Jobs discursando para alunos formandos
na Universidade de Stanford (Foto: Reprodução)
Na época em que eu estava iniciando na carreira de profissional na área de tecnologia da informação, recebi um e-mail com um texto sensacional e que supostamente seria a transcrição de um discurso feito pelo Steve Jobs em uma cerimônia de formatura. Descrente sobre a veracidade daquelas palavras, tratei de pesquisar. De fato o texto era verdadeiro e descobri que se tratava do famoso discurso de Steve Jobs para os alunos na Universidade de Stanford.
O conteúdo desse discurso pareceu muito com um conselho de um grande amigo e serviu inspiração para eu continuar "faminto" e "bobo" em busca de conhecimento, sem medo de fracassar. Acho que foi um dos melhores conselhos que alguém poderia ter me dado naquela época e que hoje ainda reflete em tudo o que faço.

Fonte:G1.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

Superdotados precisam de atenção para não se tornarem crianças-problema


Superdotados precisam de atenção para não se tornarem crianças-problema
Einstein teve uma infância difícil, não gostava da escola e entrou na lista dos repetentes. Outro gênio, o pintor holandês Van Gogh padeceu de desajustes psicológicos, assim como o matemático francês Pascal, que aos sete anos já fazia cálculos. Os exemplos são extremos, mas servem de alerta aos pais de crianças com talentos ou aproveitamento escolar excepcionais para sua idade e dificuldades de adaptação social. Essa combinação de sinais pode esconder a face de um superdotado, que requer atenção e eventual acompanhamento terapêutico para que a criança com inteligência acima da média de hoje não se torne um adulto com problemas amanhã.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 1%
da população escolar, ou 380 mil crianças, são superdotadas. Para identificar evidências de esperteza basta reparar nos talentos precoces. Em geral são dons específicos para a matemática, a música ou os idiomas estrangeiros. A criança aprende rápido a ler, exibe habilidade para determinado instrumento musical, ou expressão verbal mais elaborada do que a normal para sua faixa etária. É o garoto que chama a atenção pela capacidade de argumentação, pela memória excepcional, a atenção e a curiosidade incomuns, o raciocínio ágil e a extrema curiosidade.
"O apoio dos pais e dos médicos é decisivo para o aproveitamento do potencial dessas crianças", diz o psicoterapeuta Cláudio Guimarães, 41 anos, que trabalha com superdotados na Unidade de Reabilitação Neuropsicológica, em São Paulo. Em sua opinião, a maioria dos superinteligentes tem dificuldade para aliar competência nas disciplinas escolares com boa sociabilidade.
Nos testes de inteligência, os gênios precoces costumam estar anos à frente dos colegas de classe, diz Zélia Ramozzi Chiarottino, 46 anos, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Ela aponta o adolescente Fábio Dias Moreira como exemplo. Aos 14 anos, ele conquistou 11 medalhas de ouro em olimpíadas de matemática, quatro delas em disputas internacionais. Aluno da segunda série do curso médio do Colégio PH, da Tijuca, zona norte do Rio, o filho temporão prefere estudar a ir a festas com colegas e não gosta de esportes. Sob nenhuma hipótese troca os livros de matemática por uma pelada com os colegas, mas ganhou a simpatia da turma, de quem tira todas as dúvidas de matemática.
Para o neuropsicólogo Daniel Fuentes, "o descaso com o superdotado é tanto que, por ignorância, ele pode ser visto como um ET pelos colegas e professores". Por ser diferente, ele nem sempre participa de grupos, questiona a orientação do colégio e dispensa a companhia dos amigos para estudar. O resultado, admite Fuentes, é a angústia e o isolamento. A maior parte dessas crianças necessita de apoio terapêutico para desenvolver com harmonia suas potencialidades. Em geral, as habilidades surgem nos primeiros anos de vida. Quem explica é Marsyl Mettrau, doutora em psicologia da educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que há 27 anos se dedica ao ensino de crianças com inteligência especial.
O excepcional desempenho escolar, o vocabulário rico e as conversas de "adulto" levaram Pedro Henrique de Souza Rendt, oito anos, a uma classe reservada a superdotados. Na segunda série, ele quer ser veterinário quando crescer e adora música clássica. "Prefiro as sinfonias de Beethoven a jogar com os amigos", confessa o garoto. A professora Marsyl exibe com orgulho a evolução de Bruna Reis, sete anos, uma pretendente a atriz. "Ela era introvertida e se tornou mais aberta e comunicativa, sem perder o interesse pelos estudos", destaca.
Se há consenso entre especialistas sobre a maneira de tratar os superdotados, há divergências em relação aos testes de inteligência. Um polêmico estudo publicado no final da década de 80 pelo cientista político James Flynn, da Nova Zelândia, revelou que o quociente de inteligência (QI) medido nos testes de avaliação aumentou 25 pontos em uma geração. A dúvida é se os jovens de hoje seriam mais inteligentes que seus pais ou se os métodos de avaliação da inteligência precisam ser repensados. Outra pá de cal foi lançada pelo americano Howard Gardner, para quem não existe inteligência absoluta. Gardner mapeou várias formas de inteligência, entre elas a musical, a espacial, a interpessoal, a lógico-matemática, a linguística e a esportiva.
Com QI de 172 pontos, o roqueiro Roger Rocha Moreira era o primeiro da classe no Colégio Pasteur, em São Paulo. "Fundador da banda Ultraje a Rigor, com um milhão de CDs vendidos, Roger é um dos associados da Mensa, a filial brasileira da organização com sede em Londres que congrega cérebros notáveis, entre eles o escritor Isaac Asimov. Para Roger, que compõe as músicas de um CD que pretende lançar em julho, o objetivo da Mensa é mostrar que ter inteligência acima da média não é como ser sorteado na loteria. "O superdotado não é valorizado aqui. Tom Jobim tinha razão quando dizia que no Brasil o sucesso é proibido porque gera hostilidade."
(Isto é)