domingo, 11 de março de 2012

Steve Jobs mudou a história da computação pessoal

Steve Jobs mudou a história da computação pessoal,diz colunistas





Steve Jobs levou os primeiros computadores para a casa das pessoas.

Cofundador da Apple transformou aparelhos que já existiam no mercado.

Ronaldo PrassEspecial para o G1*
Apple I (Foto: Ed Uthman/Creative Commons)Apple I foi o primeiro computador pessoal
produzido pela Apple e apresentado em 1976
(Foto: Ed Uthman/Creative Commons)
Hoje, o computador pessoal é um equipamento indispensável e faz parte da rotina de milhares de pessoas mundo a fora. Mas houve uma época em que ter um computador em casa era impensável, talvez os mais aficionados pelas histórias em quadrinhos ou seriados de ficção científica pudessem querer um computador em casa.

Porém, em geral, o mundo não via muito sentido nisso. Afinal, quem iria querer possuir um computador em casa? Eis que entra em cena um visionário com a ideia de criar computadores pessoais. Com o legítimo espírito empreendedor, em parceria com um colega de faculdade, surgiu a pareceria que iria mudar a história da indústria da tecnologia da informação.
Steve Jobs na campanha de divulgação do Macintosh (Foto: Divulgação)Steve Jobs na campanha de divulgação
do Macintosh (Foto: Divulgação)
Steve Jobs é descrito como visionário, criativo, carismático, genial e perfeccionista, características apontadas por especialistas em tecnologia, marketing e design como determinantes na consolidação da marca mais valiosa do mundo. Muitos afirmam que ele era apenas um cara bom de marketing. Eu estou entre aqueles que pensam que Jobs foi o melhor que já existiu. Mas é defeito saber vender o “próprio peixe”? Não tenho dúvidas de que a biografia de Steve Jobs será dissecada durante décadas por estudantes de design, publicidade, informática, administração.

Os produtos Apple não se resumem à publicidade. Neles foi empregada a genialidade criativa e o perfeccionismo exacerbado de quem não se contentava com menos do que a perfeição. Afinal, não bastava fazer apresentações antológicas nas apresentações de lançamento de novos produtos se depois eles não correspondessem à expectativa criada pelo público.
Steve Jobs faz sua última apresentação como executivo-chefe da Apple, em junho de 2011 (Foto: Beck Diefenbach/Reuters)Jobs em uma das suas últimas apresentações
como executivo-chefe da Apple, em junho de 2011
(Foto: Beck Diefenbach/Reuters)
Ousado, Jobs trabalhava com o conceito de que “as pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas”. Com esse pensamento, ditou a forma como o mundo se relaciona com a tecnologia. Planejar a experiência do consumir desde o momento em ele retira o produto da embalagem até efetivamente 'se divertir' com o brinquedo novo, é ter a sensibilidade e a capacidade de fidelizar o seu público. E isso o Steve Jobs sabia fazer como ninguém.

Tocadores de MP3 já existiam, mas foi pensando na praticidade que surgiu o iPod. Smarphones com tela sensível ao toque não eram novidade, mas com a simplicidade do iPhone o mercado de dispositivos móveis passou a rever conceitos. Com os tablets, a história se repetiu. As pranchetas eletrônicas já existiam, mas as pessoas não viam sentido nelas. Até que Steve Jobs reformulou um dispositivo que estava desacreditado, investindo num produto falido. Quem cometeria um desatino desses? Somente alguém que jamais desistiu de um sonho, digamos, ousado: mudar o mundo.
O sucesso do iPad teria sido sorte? Não acredito. Trata-se do resultado de alguém que não tem medo de inovar e concretiza ideias, mescla arte com a tecnologia. Talvez aí esteja a explicação de tanta admiração por um empresário. Jobs foi um empresário que tem fãs, macmaníacos que estão se unindo em romarias a lojas da Apple para prestar homenagens. Quantos outros produtos na história foram capazes de apaixonar consumidores fieis, mesmo que seja a marca mais cara da categoria?
Steve Jobs discursando para alunos formandos na Universidade de Stanford (Foto: Reprodução)Steve Jobs discursando para alunos formandos
na Universidade de Stanford (Foto: Reprodução)
Na época em que eu estava iniciando na carreira de profissional na área de tecnologia da informação, recebi um e-mail com um texto sensacional e que supostamente seria a transcrição de um discurso feito pelo Steve Jobs em uma cerimônia de formatura. Descrente sobre a veracidade daquelas palavras, tratei de pesquisar. De fato o texto era verdadeiro e descobri que se tratava do famoso discurso de Steve Jobs para os alunos na Universidade de Stanford.
O conteúdo desse discurso pareceu muito com um conselho de um grande amigo e serviu inspiração para eu continuar "faminto" e "bobo" em busca de conhecimento, sem medo de fracassar. Acho que foi um dos melhores conselhos que alguém poderia ter me dado naquela época e que hoje ainda reflete em tudo o que faço.

Fonte:G1.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

Superdotados precisam de atenção para não se tornarem crianças-problema


Superdotados precisam de atenção para não se tornarem crianças-problema
Einstein teve uma infância difícil, não gostava da escola e entrou na lista dos repetentes. Outro gênio, o pintor holandês Van Gogh padeceu de desajustes psicológicos, assim como o matemático francês Pascal, que aos sete anos já fazia cálculos. Os exemplos são extremos, mas servem de alerta aos pais de crianças com talentos ou aproveitamento escolar excepcionais para sua idade e dificuldades de adaptação social. Essa combinação de sinais pode esconder a face de um superdotado, que requer atenção e eventual acompanhamento terapêutico para que a criança com inteligência acima da média de hoje não se torne um adulto com problemas amanhã.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 1%
da população escolar, ou 380 mil crianças, são superdotadas. Para identificar evidências de esperteza basta reparar nos talentos precoces. Em geral são dons específicos para a matemática, a música ou os idiomas estrangeiros. A criança aprende rápido a ler, exibe habilidade para determinado instrumento musical, ou expressão verbal mais elaborada do que a normal para sua faixa etária. É o garoto que chama a atenção pela capacidade de argumentação, pela memória excepcional, a atenção e a curiosidade incomuns, o raciocínio ágil e a extrema curiosidade.
"O apoio dos pais e dos médicos é decisivo para o aproveitamento do potencial dessas crianças", diz o psicoterapeuta Cláudio Guimarães, 41 anos, que trabalha com superdotados na Unidade de Reabilitação Neuropsicológica, em São Paulo. Em sua opinião, a maioria dos superinteligentes tem dificuldade para aliar competência nas disciplinas escolares com boa sociabilidade.
Nos testes de inteligência, os gênios precoces costumam estar anos à frente dos colegas de classe, diz Zélia Ramozzi Chiarottino, 46 anos, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Ela aponta o adolescente Fábio Dias Moreira como exemplo. Aos 14 anos, ele conquistou 11 medalhas de ouro em olimpíadas de matemática, quatro delas em disputas internacionais. Aluno da segunda série do curso médio do Colégio PH, da Tijuca, zona norte do Rio, o filho temporão prefere estudar a ir a festas com colegas e não gosta de esportes. Sob nenhuma hipótese troca os livros de matemática por uma pelada com os colegas, mas ganhou a simpatia da turma, de quem tira todas as dúvidas de matemática.
Para o neuropsicólogo Daniel Fuentes, "o descaso com o superdotado é tanto que, por ignorância, ele pode ser visto como um ET pelos colegas e professores". Por ser diferente, ele nem sempre participa de grupos, questiona a orientação do colégio e dispensa a companhia dos amigos para estudar. O resultado, admite Fuentes, é a angústia e o isolamento. A maior parte dessas crianças necessita de apoio terapêutico para desenvolver com harmonia suas potencialidades. Em geral, as habilidades surgem nos primeiros anos de vida. Quem explica é Marsyl Mettrau, doutora em psicologia da educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que há 27 anos se dedica ao ensino de crianças com inteligência especial.
O excepcional desempenho escolar, o vocabulário rico e as conversas de "adulto" levaram Pedro Henrique de Souza Rendt, oito anos, a uma classe reservada a superdotados. Na segunda série, ele quer ser veterinário quando crescer e adora música clássica. "Prefiro as sinfonias de Beethoven a jogar com os amigos", confessa o garoto. A professora Marsyl exibe com orgulho a evolução de Bruna Reis, sete anos, uma pretendente a atriz. "Ela era introvertida e se tornou mais aberta e comunicativa, sem perder o interesse pelos estudos", destaca.
Se há consenso entre especialistas sobre a maneira de tratar os superdotados, há divergências em relação aos testes de inteligência. Um polêmico estudo publicado no final da década de 80 pelo cientista político James Flynn, da Nova Zelândia, revelou que o quociente de inteligência (QI) medido nos testes de avaliação aumentou 25 pontos em uma geração. A dúvida é se os jovens de hoje seriam mais inteligentes que seus pais ou se os métodos de avaliação da inteligência precisam ser repensados. Outra pá de cal foi lançada pelo americano Howard Gardner, para quem não existe inteligência absoluta. Gardner mapeou várias formas de inteligência, entre elas a musical, a espacial, a interpessoal, a lógico-matemática, a linguística e a esportiva.
Com QI de 172 pontos, o roqueiro Roger Rocha Moreira era o primeiro da classe no Colégio Pasteur, em São Paulo. "Fundador da banda Ultraje a Rigor, com um milhão de CDs vendidos, Roger é um dos associados da Mensa, a filial brasileira da organização com sede em Londres que congrega cérebros notáveis, entre eles o escritor Isaac Asimov. Para Roger, que compõe as músicas de um CD que pretende lançar em julho, o objetivo da Mensa é mostrar que ter inteligência acima da média não é como ser sorteado na loteria. "O superdotado não é valorizado aqui. Tom Jobim tinha razão quando dizia que no Brasil o sucesso é proibido porque gera hostilidade."
(Isto é)

terça-feira, 6 de março de 2012

Jovem prodígio descobre cura para o câncer


Jovem prodígio descobre cura para o câncer

Garota de 17 anos liderou projeto que conseguiu eliminar células cancerígenas em ratos, disse Daily Mai
 



A cura do câncer pode ter sido descoberta por Angela Zhang, uma estudante de apenas 17 anos. A informação foi publicada pelo site Daily Mail.
A jovem prodígio liderou um projeto utilizando nanopartículas para identificar as células cancerígenas, as quais podem ser enviadas ao centro dos tumores quando combinadas com uma droga à base de salinomicina. Depois de terem se “prendido” às células doentes, através de ressonâncias magnéticas, essas nanopartículas permitem que os médicos saibam exatamente onde estão ou poderão se formar os tumores.
A luz infravermelha derreteria as nanopartículas, liberando o medicamento que eliminará as células cancerígenas de dentro para fora. Quando testada em ratos, a tecnologia acabou quase que completamente com os tumores. Angela Zhang trabalha nesse projeto desde os 15 anos e passou mais de mil horas no laboratório para chegar a esse resultado.
Ainda vai levar alguns anos para que essa técnica seja testada em humanos, mas os primeiros resultados são promissores.
Angela Zhang tem uma bolsa de estudo de US$ 100 mil por ter ganhado o Siemens Competition Math, Science & Technologye. Já no ensino médio ela lia artigos de pós-doutorado em bioengenharia.
 
(Com informações do UOL,tiradas do site dia a dia)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Estudante de 17 anos é aceito em Harvard !


17/02/2012 07h27 - Atualizado em 17/02/2012 10h32


Estudante paulista de 17 anos é

 

aprovado na Universidade de Harvard

Jovem também passou nos vestibulares do ITA, IME e USP. 
Gustavo Haddad Braga tem coleção de mais de 40 medalhas de olimpíadas.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
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Gustavo Haddad conquistou mais de 40 medalhas (Foto: Objetivo/ Divulgação)Gustavo Haddad conquistou mais de 40 medalhas
em olimpíadas (Foto: Divulgação)
Aprovado nos vestibulares mais concorridos do Brasil como o do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Universidade de São Paulo (USP), o estudante Gustavo Haddad Braga, de 17 anos, morador de São José dos Campos, em São Paulo, que também coleciona medalhas de olimpíadas estudantis nacionais e internacionais conquistou o título mais importante da carreira de aluno exemplar: foi aceito na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A vaga foi conquistada porque Haddad praticamente gabaritou nos dois exames chamados de Scholastic Assessment Test (SAT, Teste de Avaliação Escolar), uma espécie de 'Enem americano' que seleciona os estudantes para as universidades. Na primeira prova, que traz questões de raciocínio lógico, consideradas mais difíceis, ele tirou 2.400, a pontuação máxima. Na segunda, onde caem questões específicas do núcleo comum do ensino médio ou de língua estrangeira, o estudante tirou 2.350 pontos. Ambas as avaliações exigem nível avançado de inglês.
Haddad também está na disputa por vagas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Yale, Princeton, Stanford e Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) cujo resultados ainda não foram divulgados. Mas pelo desempenho do estudante nas duas edições do SAT é bem provável que as Se isso acontecer, Haddad terá dúvidas de onde fará a matrícula. A princípio sonhava em estudar no MIT, mas depois avaliou que Harvard é forte na área de ciências, carreira que pretende seguir. "Na metade de abril as universidades abrem o período de visitação para os aprovados, aí vai dar para ter uma ideia melhor. Eu pretendo decidir após as visitas", diz. A matrícula tem de ser feita em 1º de maio.
O processo de bolsa de estudos corre paralelo ao da aprovação e é definido a partir das condições socioeconômicas da família do estudante. Haddad diz que os custos anuais para se manter em Harvard é de cerca de 60 mil dólares (o equivalente a quase 104 mil reais), mas a maioria dos estrangeiros recebe bolsa que inclui alojamento.
O jovem que nasceu em Taubaté, mas desde pequeno mora em São José dos Campos, afirma que não sabe ao certo qual curso vai seguir. "Gosto muito de física e da área de biológicas, talvez junte estas duas áreas." Segundo ele, nas universidades americanas é permitido escolher a área em até três semestres de aula e o curso, até o fim do segundo ano. 
Gustavo Haddad e Ivan Tadeu ganharam medalhas de prata, Tábata Amaral recebeu menção honrosa (Foto: Divulgação)Gustavo Haddad e os colegas Ivan Tadeu e Tábata Amaral durante cerimônia de premiações de uma das olimpíadas (Foto: Divulgação)
História com os números
Filho de engenheiros químicos, a ciência e os números sempre fizeram parte da vida de Haddad. A história com as olimpíadas começou aos 10 anos e em oito anos de carreira ele arrebatou mais de 40 premiações dentro e fora do Brasil. Em 2008, conquistou ouro na Coreia do Sul; em 2009 prata no Azerbaijão; em 2010 foi bronze na China e na Croácia, e no passado levou bronze na Polônia e ouro na Tailândia. Fora as medalhas das competições nacionais.
"Comecei a participar quando estava na sexta série, incentivado por uma professora e logo peguei primeiro lugar na Olimpíada de Matemática. As provas envolvem criatividade e é um desafio usar as ferramentas do ensino médio para resolver as questões", diz o jovem. Haddad afirma que a vontade de fazer faculdade nos Estados Unidos começou nesse universo das olimpíadas, já que o contato com estudantes estrangeiros é muito próximo.
Gustavo Haddad (Foto: Objetivo/ Divulgação)Gustavo Haddad durante premiação de olimpíada
de física (Foto: Objetivo/ Divulgação)
Para o campeão, os bons resultados nos vestibulares e a aprovação em Harvard só foram possíveis graças a esse treinamento, já que os problemas cobrados nas olimpíadas são muito mais complexos e difíceis do que os dos vestibulares. Ele concluiu o ensino médio no ano passado, no Colégio Objetivo de São José dos Campos. "As olimpíadas sempre ajudaram demais. Tinha muitas aulas de preparação, algumas quase particulares. Para quem estuda para essas competições, o vestibular fica até fácil porque desenvolve muito raciocínio."
Futebol e balada
Haddad não se considera um garoto diferente dos demais da sua idade. Ele conta que participa de competições de natação, joga futebol e frequenta baladas e cinema como todos os adolescentes. "Minha vida é normal, só com um pouco mais de estudo." O jovem diz que costumava ficar tranquilo na hora das provas, o que contribuía para o resultado positivo. Além disso, diminuía o ritmo dos estudos à medida que as datas se aproximavam - contrariando a tática de muitos vestibulandos. 
Agora o desafio do estudante é driblar a ansiedade de ter de ser mudar do Brasil, deixar o pais e o irmão de 13 anos e morar sozinho pela primeira vez. "Uma hora ia ter de me afastar da minha família. Meus pais estão preocupados, mas ao mesmo tempo felizes. Já pulamos muito e fizemos vários almoços para comemorar."
Fonte: g1.com -2/3/2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Quais são as características do superdotados ?

Características do superdotados segundo o mec



Dentre as características mais comumente encontradas em crianças superdotadas em
idade pré-escolar destacam-se (Cline & Schwartz, 1999; Lewis & Louis, 1991):
• Alto grau de curiosidade
• Boa memória
• Atenção concentrada
• Persistência
• Independência e autonomia
• Interesse por áreas e tópicos diversos
• Aprendizagem rápida
• Criatividade e imaginação
• Iniciativa
• Liderança
• Vocabulário avançado para a sua idade cronológica
• Riqueza de expressão verbal (elaboração e fluência de idéias)
• Habilidade para considerar pontos de vistas de outras pessoas
• Facilidade de interagir com crianças mais velhas ou com adultos
• Habilidade para lidar com idéias abstratas
• Habilidade para perceber discrepâncias entre idéias e pontos de vista
• Interesse por livros e outras fontes de conhecimento
• Alto nível de energia
• Preferência por situações/objetos novos
• Senso de humor
• Originalidade para resolver problemas





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A menina que inventa moléculas

A menina que inventava moléculas

A fantástica história da garota de 10 anos que descobriu uma molécula desconhecida ou como atividades lúdicas e divertidas em sala de aula podem estimular a criatividade e o interesse pela ciência.
Por: Marcelo Garcia
Publicado em 22/02/2012 | Atualizado em 22/02/2012
A menina que inventava moléculas
Sem limites impostos por conhecimentos prévios enraizados, Clara Lazen contou com a criatividade e a sorte para propor o tetranitratoxicarbono, molécula teoricamente possível. A descoberta estimulou os colegas a estudar ciências. (foto: Kenneth Boehr)
Um dia comum na aula de química. Sobre as mesas, os alunos utilizam pequenas esferas de tamanhos e cores variadas para montar estruturas químicas de moléculas. A pequena Clara Lazen, de 10 anos, constrói uma estrutura pouco usual e pergunta que molécula seria aquela. O professor – talvez um pouco desconcertado, mas muito entusiasmado – admite não saber, sem desconfiar que se tratava de uma molécula completamente nova. 
Isso aconteceu em uma escola do Kansas, nos Estados Unidos. Kenneth Boehr, o professor em questão, procurou a ajuda do amigo, o também químico Robert Zoellner, da Universidade Humboldt, na Califórnia, para identificar a molécula misteriosa. A curiosa descoberta do tetranitratoxicarbono rendeu um artigo publicado em janeiro na revista Computational and Theoretical Chemistry – assinado pelos três personagens. Mais importante: é um exemplo extremo de como atividades lúdicas e divertidas podem despertar o interesse pela ciência.

Sorte e criatividade 

A descoberta casual ressalta a relação próxima que muitas vezes a ciência estabelece com a criatividade, o espírito artístico e até com a sorte. Sem amarras de conhecimentos profundos de química, a menina foi levada pela inventividade e por certo senso estético – revelado na simetria da molécula proposta – a desenvolver um arranjo improvável, que muitos químicos teriam descartado logo a princípio.
A criatividade levou Clara a uma estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na teoria
“Clara não tinha conhecimentos prévios que a fizessem pensar que o arranjo seria improvável ou impossível. A criatividade a levou a uma estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na teoria”, analisa Zoellner. “É muito interessante pensar nas lições que podemos tirar disso.”
Para a menina, que deseja ser veterinária, atividades divertidas e não convencionais como desenho, pintura e escultura facilitam o aprendizado. “Construir a molécula me fez pensar melhor em como aqueles átomos todos poderiam ficar juntos”, conta. “Quero cuidar dos animais e sei que preciso das aulas de ciências. Mas adoro construir coisas e acho que aprendo mais quando posso fazer isso nas aulas.”

A molécula, a menina e o futuro

Apesar de possível matematicamente, a nova molécula, que tem a mesma combinação de átomos da nitroglicerina, provavelmente seria instável e difícil de sintetizar. “Mesmo que seja possível produzi-la, é provável que ela se converta em seu isômero mais estável”, acredita Zoellner. “Mas só saberemos quando alguém fizer essa tentativa”, completa.
Nova molécula
Robert Zoellner remonta a estrutura da nova molécula proposta por Clara. O químico destaca a importância das atividades lúdicas para desenvolver a curiosidade dos jovens pela ciência. (foto: Humboldt State University)
Segundo o químico, o tetranitratoxicarbono poderia ter utilidade na estocagem de energia, como um poderoso explosivo ou como algo entre esses dois extremos. Seja qual for o futuro da nova molécula, o mais importante é que ela pode ter ajudado a formar outros futuros. A experiência da colega, agora famosa, reforçou nos outros alunos o interesse e o entusiasmo pela ciência, especialmente a química e a biologia. 
Para Zoellner, como há muitos estudantes que acham que a ciência é algo para nerdsou pessoas superdotadas, existe grande resistência ao campo, especialmente entre as meninas. “Esse pequeno exemplo de quanta diversão é possível ter com a química pode fazer com que Clara, seus colegas e crianças do outros lugares do mundo vejam que a ciência é para todos”, avalia. “Independente do valor científico da descoberta, se ela ajudar a mudar esses futuros, já terá sido um enorme sucesso.”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sobre meu dia

Dia cansativo ,fui pra escola é tudo muito fácil ,mais ao mesmo tempo legal ,por eu estar numa escola nova não conheço quase ninguém essa é a parte mais difícil,.Os professoras bem que tentam dar um exercício para prender os alunos por muito tempo ,mas,não se passam 1 minuto e eu já terminei .Os professores da escola nova ainda não sabem muito sobre mim ,mas já viram que tenho uma facilidade bem maior que o normal .A alguns dias atrás por exemplo ,uma menina contou para outra que eu já sabia tudo que o professor estava passando,então logo que a menina ficou sabendo veio perguntar para mim quais eram minhas técnicas de estudo .Eu fiquei meio sem resposta pois eu não me mato de estudar os conteúdos da escola ,quando chego em casa gasto uma hora para as tarefas da escola depois fico estudando conteúdo avançado de astronomia,química ou física ,então eu tive que explicar para ela que eu havia feito um teste de QI e que o resultado tinha dado um score  maior que o normal ,como no Brasil isso ainda è pouco familiar para as pessoas, ela ficou de boca aberta mas tentei passar isso da forma mais natural possível para ela não ficasse com a sensação de que eu estava querendo ser superior.Superdotado em inglês é gifted que se traduzido ao pé da letra significa talentoso ,acho que ser superdotado è um dom divino ,não podemos nos sentir melhores que outras pessoas ,mas temos que lembrar que por um motivo que não sabemos D'us nos deu essa missão aqui na terra então temos que usar nossa inteligência para o lado bom e tentar deixar algo que faça a diferença na humanidade e na vida das pessoas.