terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A menina que inventa moléculas

A menina que inventava moléculas

A fantástica história da garota de 10 anos que descobriu uma molécula desconhecida ou como atividades lúdicas e divertidas em sala de aula podem estimular a criatividade e o interesse pela ciência.
Por: Marcelo Garcia
Publicado em 22/02/2012 | Atualizado em 22/02/2012
A menina que inventava moléculas
Sem limites impostos por conhecimentos prévios enraizados, Clara Lazen contou com a criatividade e a sorte para propor o tetranitratoxicarbono, molécula teoricamente possível. A descoberta estimulou os colegas a estudar ciências. (foto: Kenneth Boehr)
Um dia comum na aula de química. Sobre as mesas, os alunos utilizam pequenas esferas de tamanhos e cores variadas para montar estruturas químicas de moléculas. A pequena Clara Lazen, de 10 anos, constrói uma estrutura pouco usual e pergunta que molécula seria aquela. O professor – talvez um pouco desconcertado, mas muito entusiasmado – admite não saber, sem desconfiar que se tratava de uma molécula completamente nova. 
Isso aconteceu em uma escola do Kansas, nos Estados Unidos. Kenneth Boehr, o professor em questão, procurou a ajuda do amigo, o também químico Robert Zoellner, da Universidade Humboldt, na Califórnia, para identificar a molécula misteriosa. A curiosa descoberta do tetranitratoxicarbono rendeu um artigo publicado em janeiro na revista Computational and Theoretical Chemistry – assinado pelos três personagens. Mais importante: é um exemplo extremo de como atividades lúdicas e divertidas podem despertar o interesse pela ciência.

Sorte e criatividade 

A descoberta casual ressalta a relação próxima que muitas vezes a ciência estabelece com a criatividade, o espírito artístico e até com a sorte. Sem amarras de conhecimentos profundos de química, a menina foi levada pela inventividade e por certo senso estético – revelado na simetria da molécula proposta – a desenvolver um arranjo improvável, que muitos químicos teriam descartado logo a princípio.
A criatividade levou Clara a uma estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na teoria
“Clara não tinha conhecimentos prévios que a fizessem pensar que o arranjo seria improvável ou impossível. A criatividade a levou a uma estrutura bastante simétrica que, por sorte, mostrou-se viável na teoria”, analisa Zoellner. “É muito interessante pensar nas lições que podemos tirar disso.”
Para a menina, que deseja ser veterinária, atividades divertidas e não convencionais como desenho, pintura e escultura facilitam o aprendizado. “Construir a molécula me fez pensar melhor em como aqueles átomos todos poderiam ficar juntos”, conta. “Quero cuidar dos animais e sei que preciso das aulas de ciências. Mas adoro construir coisas e acho que aprendo mais quando posso fazer isso nas aulas.”

A molécula, a menina e o futuro

Apesar de possível matematicamente, a nova molécula, que tem a mesma combinação de átomos da nitroglicerina, provavelmente seria instável e difícil de sintetizar. “Mesmo que seja possível produzi-la, é provável que ela se converta em seu isômero mais estável”, acredita Zoellner. “Mas só saberemos quando alguém fizer essa tentativa”, completa.
Nova molécula
Robert Zoellner remonta a estrutura da nova molécula proposta por Clara. O químico destaca a importância das atividades lúdicas para desenvolver a curiosidade dos jovens pela ciência. (foto: Humboldt State University)
Segundo o químico, o tetranitratoxicarbono poderia ter utilidade na estocagem de energia, como um poderoso explosivo ou como algo entre esses dois extremos. Seja qual for o futuro da nova molécula, o mais importante é que ela pode ter ajudado a formar outros futuros. A experiência da colega, agora famosa, reforçou nos outros alunos o interesse e o entusiasmo pela ciência, especialmente a química e a biologia. 
Para Zoellner, como há muitos estudantes que acham que a ciência é algo para nerdsou pessoas superdotadas, existe grande resistência ao campo, especialmente entre as meninas. “Esse pequeno exemplo de quanta diversão é possível ter com a química pode fazer com que Clara, seus colegas e crianças do outros lugares do mundo vejam que a ciência é para todos”, avalia. “Independente do valor científico da descoberta, se ela ajudar a mudar esses futuros, já terá sido um enorme sucesso.”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sobre meu dia

Dia cansativo ,fui pra escola é tudo muito fácil ,mais ao mesmo tempo legal ,por eu estar numa escola nova não conheço quase ninguém essa é a parte mais difícil,.Os professoras bem que tentam dar um exercício para prender os alunos por muito tempo ,mas,não se passam 1 minuto e eu já terminei .Os professores da escola nova ainda não sabem muito sobre mim ,mas já viram que tenho uma facilidade bem maior que o normal .A alguns dias atrás por exemplo ,uma menina contou para outra que eu já sabia tudo que o professor estava passando,então logo que a menina ficou sabendo veio perguntar para mim quais eram minhas técnicas de estudo .Eu fiquei meio sem resposta pois eu não me mato de estudar os conteúdos da escola ,quando chego em casa gasto uma hora para as tarefas da escola depois fico estudando conteúdo avançado de astronomia,química ou física ,então eu tive que explicar para ela que eu havia feito um teste de QI e que o resultado tinha dado um score  maior que o normal ,como no Brasil isso ainda è pouco familiar para as pessoas, ela ficou de boca aberta mas tentei passar isso da forma mais natural possível para ela não ficasse com a sensação de que eu estava querendo ser superior.Superdotado em inglês é gifted que se traduzido ao pé da letra significa talentoso ,acho que ser superdotado è um dom divino ,não podemos nos sentir melhores que outras pessoas ,mas temos que lembrar que por um motivo que não sabemos D'us nos deu essa missão aqui na terra então temos que usar nossa inteligência para o lado bom e tentar deixar algo que faça a diferença na humanidade e na vida das pessoas.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A vida de um superdotado

  Bom ,nossa vida é relativamente mais difícil .As pessoas nos cobram mais , acham que temos que ser perfeitos que não podemos errar que temos que ser bons em tudo ,meus pais por exemplos eles me tratam de forma normal ,tem hora que não que eles não conseguem ,mas bem que tentam .Por eu não morar em um grande centro ainda é mais difícil .As pessoas tem que entender que não significa que alguém é superdotado que é bom em tudo ,as pessoas ainda vivem na ilusão que superdotado só é aquele que tira dez.
 Vou contar um pouquinho da minha história ,sempre fui precoce , comecei a falar com apenas seis meses,a andar com idade normal ,mas com um ano não cometia erros ao falar ,sabia as cores e por ai foi ,comecei a ler pouco antes de completar cinco anos ,quando tinha quatro anos ,no jardim I ,viram que eu já estava muito a frente dos meus colegas ,então decidiram me passar um ano a frente , eu me adaptei muito bem a nova turma ,só que minha mãe decidiu me trocar de colégio nesse colégio novo não me aceitaram um ano adiantada ,então me voltaram para o jardim I ,chegou ao ponto deu não querer nem ir ao colégio por já saber tudo que o professor estava falando então por causa desses problemas tive que mudar de colégio novamente . Nesse novo colégio foi tranquilo , tiveram bimestres que eu cheguei a tirar dez em todas as matérias ,sempre achava tudo fácil ,fiquei nesse colégio por quatro anos ,então mudei para outro colégio novamente nesse colégio,ingressei então na quarta série ,continuei achando as coisas fáceis ,nesse ano eu cheguei a completar todo livro de  matemática no segundo bimestre ,cheguei a ter problemas com a professora por estar muito a frente da turma  ela falou que ia chamar meus pais porque eu havia terminado todo livro de matemática .Na quinta série tudo continuou a mesma coisa ,nesse ano ganhei o prêmio de melhor aluna da escola ,então minha mãe decidiu falar coma diretora sobre como funcionaria a aceleração,a diretora também não soube responder a principio ,mas falou que se informaria .Então cerca de um mês depois a diretora veio falar com a minha mãe ela disse que só havia possibilidade de aceleração para alunos que reprovaram ,e querem ir para séries compatíveis com a sua idade,minha mãe concordou , mas resolveu pesquisar sobre o assunto ,e descobriu que nas leis  de diretrizes e bases continha  um artigo que propunha a aceleração ou enriquecimento curricular para alunos com altas habilidade/superdotação .Então ela decidiu imprimir tudo e mandar para a diretora ler .Passado um mês ela disse que havia lido e falou para minha mãe que a escola só havia feito uma aceleração e que havia dado errado ,mas ela falou que acataria a aceleração se os resultados do teste dessem positivo a superdotação .Minha mãe procurou uma psicologa de confiança e então comecei a fazer os testes  ,foi uma surpresa para todos até mesmo para a psicologa pois eu havia sido a criança com os maiores resultados que ela já havia atendido ,nem eu esperava tanto ,eu tinha 11 anos e cheguei ao valor máximo do wisc que é 15 anos e 10 meses ,ela disse que se o wisc abrange-se idades alem de 15 anos e 10 meses ela disse que eu teria chegado 16 ou 17 anos ou até mesmo 18 anos  , ela disse também que eu tinha capacidade para ir até direto para o ensino médio ,mas dificilmente a escola ia querer acatar .Minha mãe levou o resultado para a escola que cumpriu com sua palavra e me acelerou apenas um ano ,apesar disso todos nós ficamos felizes com o resultado .Com 12 anos eu estava então na 7º série ,a escola inicialmente estava muito preocupada comigo tinha medo de não dar certo ,mas graça a D'us tudo ocorreu muito bem ,nesse ano eu já era a melhor novamente ,comecei a fazer acompanhamento no naah/s e isso tem me ajudado muito ,hoje tenho 13 anos anos e curso a 8º série com muita tranquilidade , continuo achando as coisas fáceis academicamente falando ,mas nem tudo é fácil ,é difícil fazer amigos hoje pra falar bem a verdade tenho dois ou três amigos que se parecem muito comigo intelectualmente ,eu não ligo de ser chamada de "nerd" ou "cdf",mas isso aborrece muitos jovens superdotados ,que não querem ser intitulados dessa forma ,minha vida é corrida faço curso de matemática nesse curso já estudo conteúdos 3 anos a frente da minha serie escolar ,faço curso de inglês e aprendo hebraico sozinha ,nesse ano eu irei escrever um livro sobre cultura judaica ,além disso eu estudo física ,química,astronomia e astrofísica avançada sozinha ,esse ano irei começar a participar de olimpíadas cientificas ,estou estudando muito espero que consiga ,meu grande sonho é fazer faculdade em Stanford ou Harvard,ou talvez na  MIT pois acredito que tenho potencial para isso .

Espero que tenham gostado !
Grata, Marya Carollyna S.Marquetti